O Evangelho inverte os valores do mundo

O ideal cristão mudou e inverteu tudo, de forma que, como é dito no evangelho: “Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus”. O ideal já não é a grandeza de um faraó ou de um imperador romano, nem a beleza de um grego ou a riqueza da Fenícia, mas a humildade, a pureza, a compaixão e o amor. O herói não é o rico, mas o mendigo Lázaro; não Maria Madalena em seus dias de beleza, mas no dia de seu arrependimento; não os que adquirem riquezas, mas os que as abandonam; não os que moram em palácios, mas os que vivem em catacumbas e cabanas; não os que dominam sobre os outros, mas os que não admitem nenhuma autoridade além da de Deus.

Leon Tolstói
In: O que é a arte?

Os burocratas do púlpito

Por Gutierres Siqueira

Sou lido por pessoas que não estão familiarizadas com as Assembleias de Deus. Talvez este texto seja mais um daqueles que somente os assembleianos tenham vivência. A burocracia do púlpito é uma marca presente na cultura assembleiana. E como ela é uma “matriz pentecostal” que inspira outras menores é provável que isso se repita em outras igrejas. Ora, se sua igreja não tem burocratas do púlpito agradeça a Deus. Pois bem, quais são as atitudes burocratas do púlpito?

Todos se ponham em pé para receber o pregador”

Nada mais militar e burocrático do que isso. Receber os pregadores visitantes em pé é ridículo. É ceder honra excessiva. Igreja não é quartel. Honra não é reverência militar. Educação não é bajulação. Como lembra o amigo Geremias do Couto: “Quem hierarquiza a Igreja está muito distante dos valores do Reino de Deus”.

Eu quero agradecer ao estimável pastor desta igreja pelo convite honroso para pregar nesta maravilhosa e digníssima congregação”

Quanta vezes você já ouviu um pregador visitante bajulando o pastor e a igreja que o convidaram? Outra atitude patética e, desculpe pelo chavão, seria cômica se não fosse trágica. E se o pastor é presidente de um grande campo o sujeito que está pregando gasta uns 20 minutos só agradecendo a “grande honra” de pregar naquele lugar. Não é errado agradecer, é uma atitude de educação. Agora, não é necessário agradecer bajulando.

Eu aprendi muito com esse grande homem de Deus, varão valoroso, homem de um exemplo digno e fiel servo do Altíssimo”

Pois bem. Já ouvi gente no púlpito elogiando pastores veteranos com esse palavreado todo. Eu digo para vocês: Se fosse comigo ficaria muito constrangido, pois como homem que sou sei que ando muito longe de todas essas qualificações. Creio que Paulo não gostava desses elogios todos, pois ele mesmo disse: “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus” (I Co 15.8) e “Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (I Tm 1.15 NVI). Observe que o “eu sou” está no presente e não no passado de Paulo. E é bom lembrar os conselhos do rei Salomão: “O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o que prova o homem são os elogios que recebe”. (Pv 27.21 NVI) e “Assim como mel demais não faz bem, também não é bom andar procurando elogios” (Pv 25.27 NTLH).

E é bom encerrar com esse conselho paulino: “Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos” (Fp 2.3 NTLH).

Resumindo: Os burocratas são comprometidos com a bajulação humana e não com a glória de Deus. E bajular é lisonjear para obter vantagens, portanto, uma prática antibíblica.

Fonte: Teologia Pentecostal.

Deus vos abençoe!

 

3 Motivos pelos quais não dou créditos ao Movimento de Renovação Apostólica.

Por Júnior Rubira

De uns anos para cá o uso do título de “Apóstolo” se tornou moda, algo banal, casual, assim como ocorreu com o título de “Profeta” e “Pastor”, e como é natural, uma vez que o espírito de banalização cercou tal título, muitos aproveitaram a oportunidade para se promoverem e criarem seus grandiosos ministérios, hoje a tendência é o título de “Patriarca” e sei lá onde é que essa moda vai parar, talvez com os títulos de “Sub-Messias” ou “Semi-Deuses”, eu já escrevi algo sobre isto no post “Quais são as credenciais de um verdadeiro Apóstolo?”, porém agora quero falar a respeito do Movimento de Renovação Apostólica, encabeçado por líderes muito famosos e em grande evidência na sociedade, que desfilam seus milhões de seguidores e milhões de dólares/reais por aí.

Esta é uma crítica contra as graves diferenças entre os Apóstolos do Senhor Jesus Cristo e os apóstolos de hoje, este é um alerta para que nós cristãos voltemo-nos para as Escrituras e para que os líderes de hoje tomem os personagens bíblicos como exemplo para os seus ministérios, e não a “tendência do mercado”.

1. Os Apóstolos da Bíblia não ficaram milionários pela pregação do Evangelho:

Assim como um político é digno de desconfiança por somar quantias absurdas em dinheiro em pouco tempo de carreira, assim também um líder eclesiástico é merecedor de total desconfiança caso tenha enriquecido somente exercendo um cargo religioso, hoje os apóstolos possuem mansões, carros caríssimos, despesas milionárias, helicópteros, aviões, redes de comércio, gastam milhares em dinheiro em cirurgias plásticas, lipoaspirações e bobagens sem fim, tudo financiado com o dinheiro de quem “investe em missões”.

Jesus não enriqueceu pregando o Evangelho e sempre alertou seus seguidores quanto ao amor ao dinheiro, os apóstolos não despojavam a igreja para ter uma vida de ostentação, pelo contrário, muitas vezes passavam por privações financeiras, o que recebiam da igreja era o suficiente para viverem sem falta de nada para anunciarem a Cristo em lugares não evangelizados, mas o que vemos hoje é apenas o cumprimento das profecias que apontavam para pregadores que fariam comércio da Palavra de Deus (Mt 6:24, 8:20; 2 Co 6:4, 11:7-9; Fp 4:11-13; 2 C0 2:17; 2 Pd 2:1-3; At 20:29-35).

2. Os Apóstolos da Bíblia procuravam não dar escândalos em coisa alguma:

Paulo declarou na segunda epístola ao Coríntios, capítulo seis e versículo três: “Não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado.”

Este é um princípio básico para um verdadeiro cooperador de Jesus Cristo, nossas vidas devem ser irrepreensíveis para que tenhamos crédito diante dos ouvintes como embaixadores de Cristo (Tt 1:5-10), porém a cada dia vemos os apóstolos da atualidade envolvidos em escândalos policiais e políticos, com seus nomes estampados na mídia secular negativamente, trazendo vergonha a todos os que servem a Cristo, trazendo censura aos ministérios de milhares que não se dobraram a Baal, até quando os apóstolos das grandes denominações estarão envolvidos em escândalos envergonhando o Evangelho de Jesus Cristo? Até quando aceitaremos estes como representantes do Evangelho? Até quando teremos que engolir estes caras nas páginas policiais? Até quando eles usarão o Evangelho e a Cruz como emblema nas suas disputas políticas e comerciais?

3. Os Apóstolos da Bíblia pregavam a Sã Doutrina, elevavam a Pessoa de Jesus Cristo e defendiam a fé dos santos:

Todos os apóstolos sempre enfatizaram em seus ministérios a Obra do Cordeiro, nunca pregavam a si mesmos, mas promoviam a Cruz de Cristo, não se firmavam em meros recursos de oratória ou técnicas humanas de persuasão, mas enalteciam a grandeza da salvação que Deus havia realizado em prol de Seus eleitos, seus sermões eram bem fundamentados nas Escrituras e tinham sempre como foco a condução dos ouvintes a fé em Jesus, ao interesse nas coisas espirituais e ao desapego em relação às cobiças deste mundo, além disso, sempre que necessário estes se pronunciavam a fim de defender o ensino do Evangelho (At 2:14-47; 1 Co 1:23, 2:4-16; 2 Co 4:5; 1 Tm 6:6-19; Jd 3-4).

Em contraste, os apóstolos da pós-modernidade pregam heresias, abrem as portas da igreja para teologias nocivas aos fundamentos cristãos básicos para a profissão de fé no Evangelho, pregam novas visões, novas doutrinas, ensinam coisas que não estão nas Escrituras e a desprezam como se a Bíblia fosse uma forma ultrapassada de revelação. A moda é pregar a Teologia da Prosperidade, a Teologia Relacional, quebras de maldições, regressões espirituais, cirurgias espirituais, atos proféticos, bízimos, trízimos, água ungida, sal grosso consagrado, fogueira santa, ritos judaizantes de adoração, entre tantas outras coisas que não se fazem necessárias a fé cristã.

Conclusão

Poderia citar uma infinidade de outros motivos pelos quais não vejo como confiar nos atuais apóstolos “evangélicos”, mas acredito que estes são os motivos fundamentais, não há como defendê-los dos danosos ferimentos que estão causando no meio cristão, sei que há exceções, sei que também há coisas boas e sei que tem muita gente séria e compromissada com Deus nesse meio, e não quero ser injusto, mas jamais poderei concordar com certos aspectos.

Espero firmemente que Deus em Sua infinita misericórdia possa resgatar por Sua Graça a alguns “apóstolos” que já se desviaram do Evangelho de Cristo.

Deus vos abençoe!

Regozijando-se na Fraqueza

Por Júnior Rubira

“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte.” (2 Coríntios 12:10).

Como alguém poderá sentir prazer nas fraquezas que sente ou nas tribulações que enfrenta? Como viver regozijando-se no Senhor em um mundo cheio de aflições? Realmente parece ser algo difícil, porém não o era para Paulo, afinal ele tinha em vista a glória futura e não as momentâneas tribulações do presente (Rm 8:18).

Paulo revela que sua alegria em enfrentar muitas batalhas e ser um homem frágil residia na certeza de estar sendo sustentado pela graça de Deus, por isso não havia motivo pelo qual temer, o apóstolo sabia que não era dependente de suas capacidades, mas que dependia da potência do Soberano, pois no momento de sua pouca força o poder de Deus se cumpriria em sua vida ( 2 Cor 12:9).

Não há motivo para vivermos em temor quanto às nossas fraquezas, pois é Deus o nosso sustentador, embora muitos creiam que a força para triunfar sobre as tribulações esteja no homem, o Evangelho nos diz que nossa vitória reside em Cristo, é pelo poder dEle que podemos dizer que somos mais que vencedores (Rm 8:37).

No momento de sua pouca força, lembre-se: Ele é poderoso para nos guardar de tropeçar e nos apresentar irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória (Jd vs. 24).

Deus vos abençoe!